Depois do convite, os mais audaciosos se manifestaram, contando pra gente suas lembranças antigas… Então veja vocês os sentimentos deixados aqui:
Paulo disse...
Quando se chega a um certo tempo é difícil de determinar a mais antiga das nossas lembranças (kkkkk), mas lembro de quando tinha uns 4 a 5 anos e logo após o almoço de domingo na casa do meu avô, estávamos todos por ali (irmãos, primos e até tios)"jogando conversa fora" até que nossa mãe ordenou: Todos para cama, vamos dormir um pouco, depois poderão brincar novamente. E lá fomos todos pros quartos. Quinze, vinte minutos depois todos dormiam e eu, nada, não conseguia e por isto fui o único a ouvir os passos do nosso avô lá na sala. Levantei, espiei por trás da porta e vi que estava preparando-se para sair, sai do quarto e antes dele "pegar" a estrada me mostrei a ele e ele, solidário, convidou-me para acompanhá-lo. Sem pensar, fui e caminhamos pela estrada de chão batido, acho que foi uns dois quilômetros, íamos conversando, correndo, caminhando, pulando e quando vi chegamos na "cancha reta de corrida de cavalos". Foi uma tarde maravilhosa, os cavalos correndo, meu avô apostando, eu sentado no chão olhando a corrida por baixo do alambrado e a poeira subindo e descendo a cada páreo corrido. Que domingo maravilhoso, e o nosso entendimento - avô e neto, só não foi perfeito porque na volta,chegando em casa minha mãe toda nervosa, já tinha me procurado por toda vizinhança, já tinha mandado os irmãos me procurarem, estava a me esperar com uma vara de marmelo na mão e foi neste dia que senti o verdadeiro poder de fúria da natureza, apesar da defesa incondicional do meu avô, a pele ficou marcada por muito e muito tempo...
Noossa!! Tem que ser apenas uma lembrança??
Enquanto lia as lembranças da Viviane, minha mente viajou até o sítio do meu avô. Fogão a lenha, daqueles fogões econômicos, chá de cidreira e requeijão caseiro... Tinha um cheirinho tão gostoso. Uma típica casinha do interior, com piso vermelho, que eu escorregava sempre, pois ele estava sempre limpinho... rs... Ficávamos sentados na varanda, ouvindo as histórias contadas pelo vovô e pela vovó, imaginando coisas e gargalhando naquelas tardes de outono e/ou inverno... Uma delícia!!
E enquanto lia as duas doces lembranças, lembrei de quando saíamos eu a mamãe e o meu irmão nas tardes de sábado. Sempre fazíamos piquenique, e sim levávamos uma cestinha e a nossa toalha quadriculada. A mamãe sempre nos ensinou o contato com a natureza e a importância de mantê-la viva. Eu lembro que ficávamos brincando por ali enquanto a mamãe sentava sob uma árvore e viajava entre livros e o olhar atento pelas crianças. Acho que essa é uma das minhas doces lembranças. Quando fecho eu viajo até aqueles verdes campos nas nossas tardes de sábado. Sentíamos o cheirinho da terra, dos córregos limpos que cortavam nosso caminho. E tudo isso era pertinho da cidade. Hoje, quando voltamos por lá, só vemos casa e infelizmente um rio seco e sujo... =/
Mas as lembranças das árvores ficaram para sempre!! =D
E tantas outras histórias vividas ficam guardadas aqui dentro...
Tenho muitas lembranças, mas a que mais vem à tona sempre é um cheiro de um perfume, na verdade, água de colônia que minha mãe usava quando ia me levar pra escola primária.
Toda vez que sinto esse perfume, seja em qualquer lugar me traz a lembrança da escola, da minha mãe levando pela mão e dando um beijo de despedida.
Essa é uma das minhas lembranças antigas favoritas.
Sorte que ainda tenho a minha mãe e quando ela usa esse perfume, tudo volta à minha mente.
Camilinha disse...
Lembrança antiga (re)visitada há pouco tempo: do empurrão inicial às pedaladas libertas de rodinhas laterais - meus filhos agora andam de bicicleta! Lembrança que veio do meu pai, no parque da cidade, empurrando cada um de nós, filhos, no aprendizado da brincadeira mais independente de todas: ir e vir, o vento batendo no rosto, liberdade!!! Empurrei meus filhos com a felicidade no peito de quem tem uma lembrança suave do empurrão que levou um dia!
α∂яιαηα сoѕтα disse...
Francy's, adorei esta proposta! Vamos lá!
Das inúmeras lembranças que tenho da infância, decidi falar de uma que considero um pouco incomum: poças d'água. Aparentemente não é incomum porque muitas crianças adoram brincar em poças de água, mas no meu caso, eu tenho saudades do balanço do carro quando passa numa poça de água. Durante a minha infância em Belém, muitas ruas por onde passávamos, geralmente para ir para as praias, para a Ilha de Mosqueiro, eram estradas de chão e a Variant velha do meu avô tinha um balanço suave, gostoso como ser embalado no colo. E também viajávamos todo ano para Brasília de ônibus: mais estrada de chão, mais poças de água, mais embalo gostoso. Hoje em dia uma estrada asfaltada e esburacada não causa a mesma sensação.
Espero ler mais lembranças boas por aqui!
Luma Rosa disse...
Tenho muitas lembranças da mais tenra idade, justo por ter vivido emoções fortes aquela época.
Como perdi meu pai ainda na primeira infância, tenho poucas lembranças dele e uma delas é de quando ele me fazia dormir à tarde.
Esta tarefa era dele, porque mamãe lecionava e saia para o trabalho após o almoço. Papai para poder trabalhar, me fazia dormir. Ele acabava dormindo junto! (rs*) Lembro que neste dia acordei antes dele e estávamos deitados em minha cama, uma cama pequena. Ele encolhido me abraçando pela cintura, como que dormindo de conchinha. A lembrança foi pequena, mas a proteção que senti era grande demais. E todas as vezes que fiquei um pouco 'perdida' voltei à este 'lugar'.
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Como eu adorei todas as lembranças aqui deixadas, ao invés de escolher apenas uma, vou presentear todos os participantes com o Poética Zine – Foco Femina, então meninas e meninos ganhadores, enviem seus endereços para francysoliva@gmail.com e eu envio o Zine pra vocês.
Obrigada por participarem e aguardem que eu terei mais promoções em breve…
Beijitos
Francy´s






